Microcontos

Selecionei 125 microcontos dentre os trezentos e tal que tenho em meu blog Microcontos do Carlos e separei-os em grupos que inventei aqui na hora. Deu um total de 34 eróticos, 16 cruéis, 20 políticos, 31 surreais e 24 cotidianos. Coloquei um título de uma única palavra em cada um, porém apenas como referência pois acho que uma coisa tão curta como um microconto não deve sequer ter título.

A propósito de tamanho, meus microcontos possuem todos um limite muito preciso: 150 caracteres como tamanho máximo. Isso deve-se ao fato de serem escritos para permitir o envio através de mensagens de texto via celular, os SMS ou torpedos.

Microcontos eróticos


ALMOFADA

Ao sonhar com o namorado, Débora dormia abraçada com a almofada. Ao acordar, ela estava toda molhada.

AMANHECER

O galo canta ao amanhecer, avisando o amante da mulher do guarda-noturno que é hora de se vestir e correr.

BÍGAMO

No túmulo do bígamo, as duas viúvas perguntavam-se quem seria aquela desconhecida que aparecera no enterro.

BINÓCULO

Com um binóculo na mão e uma parte de seu corpo na outra, o jovem voyeur esquadrinhava metodicamente todas as janelas da vizinhança.

BLUSA

No campo, um casal de garotos brinca. A menina rasga a blusa no arame farpado. Se olham sabendo que as brincadeiras não serão nunca mais as mesmas.

BRAILLE

Quando o cego tocou pela primeira vez a intimidade de uma mulher, sentiu como se a Pedra de Roseta estivesse em braille, pedindo para ser decifrada.

CAMPAINHA

Apaixonou-se pela vizinha vendo-a à janela. O dia que tocaram à campainha e a viu pelo olho mágico, não teve coragem de abrir a porta.

CASTIGO

Juquinha era o mais mal-comportado da classe. Ele fazia de tudo para ser castigado, só para ficar mais tempo com a professora.

CEGUINHO

O maior fetiche do ceguinho tarado era poder ser voyeur.

COLA

A aluna ninfomaníaca escrevia toda a cola da prova nas coxas e deixava os colegas olharem tudo.

CONFISSÃO

Ela era tão provocativa que quando foi se confessar quem teve que rezar muitas ave-marias foi o padre.

CORNUDO

Era um cornudo tão orgulhoso e machão que quando um cara não quis comer sua mulher encheu-lhe a cara de porrada.

CRUELDADE

Supremo requinte da crueldade, ela lambia os dedos depois de comer chocolate, saboreando o súbito silêncio dos colegas no escritório.

DECOTE

Seu decote chamava tanto a atenção que, naquela noite, até os olhares que não a fitavam ficaram ruborizados.

ENFORCADO

No cadafalso, prestes a ser enforcado, dedicou os últimos instantes de vida a procurar, na multidão, aquela que seria a homenageada com sua última ereção.

LAGO

Numa tarde sem vento, de onde vinham tantas ondas naquele lago calmo? Um bote com dois namorados fornecia, mudo, todas as respostas.

LOLITA

Lolita era tão terrível na arte da sedução que seu ursinho de pelúcia vivia morto de tesão.

MAMILOS

Suas colegas riam nervosas, os meninos engoliam em seco e ela ficava ruborizada. Só seus mamilos, bem duros, permaneciam imperturbáveis.

MEMÓRIA

Sua memória andava cada vez pior! Quando, finalmente, achou a chave do armário e o abriu, descobriu o esqueleto do amante esquecido.

MINISSAIA

Quando a loira da minissaia cruzou as pernas, o taxista não pôde evitar a olhada no retrovisor nem a batida no cruzamento.

NOVELA

Todo o dia ela assistia a novela. A cada capítulo se apaixonava mais pelo ator. Quando este se casou com a heroína, ela resolveu dar para o vizinho.

ORGASMOS

O novo aparelho garantia orgasmos sem fim. Exausta, sem mais forças, ela ainda tentou achar o botão de desligar.

PECADOS

Arrependida dos pecados que não cometeu, a velha beata rezava para que no paraíso não fosse tudo igual!

PERUA

A perua gostava tanto de galinhar que para ela todo o pinto valia a pena.

PICANHA

A churrascaria não era das melhores. Até as coxas da garçonete pareciam mais suculentas que a picanha.

PIERCING

Ela usava piercing na língua e ele no genital. Tiveram que ser socorridos após muitas horas presos no sexo oral.

PREGUIÇOSA

Ela estava tão preguiçosa que, naquele dia, quando o amante a convidou para sair, preferiu traí-lo com o próprio marido.

PUTA

Seu pai fora bicheiro e jamais jogara. Ele era traficante e nunca cheirou. Como foi que justo sua mulher, aquela puta, tinha gozado com o cliente?

SALVA-VIDAS

Desde a contratação do novo salva-vidas, aquele rapagão forte, os casos atendimentos de socorro na praia tinham aumentado imensamente.

SORVETE

Manuela chupava o sorvete muito lentamente. Mas quem se derretia eram os olhares que testemunhavam a cena.

SWING

No clube de casais, o swing rolava solto. A troca nem sempre ocorria, mas a devolução era garantida.

VEGETARIANO

Alfredo era, há muitos anos, um convicto vegetariano. Mas, ao ver aquelas carnes abundantes e suculentas rebolando, ficou com a boca cheia de água.

VIBRADOR

Quando ele descobriu que a namorada tinha um vibrador, ficou indignado, sentindo-se um corno eletrônico.

VIOLONCELO

Ela tinha ciúmes de como ele abraçava o violoncelo. Ainda, pelo menos, se fosse outra mulher…

XADREZ

O cavalo comeu a rainha, o bispo foi comido pelo peão. Ao ver tamanha depravação, dona Eulália proibiu o neto de continuar a jogar xadrez.

Microcontos cruéis


AJUDA

Ajuda ele emprestava a juros. Amor só dava a prazo. Rancor era à vista. A gratidão só recebeu fiado.

BARALHO

As senhoras jogavam baralho com tanto entusiasmo que não perceberam quando o marido de uma delas se jogou pela janela do apartamento.

CANETA

A caneta estava sem tinta, mas suas palavras ainda eram tantas! Teve que continuar em vermelho, com o que ainda tinha nas veias.

CAPATAZ

Aquele capataz era pau para toda a obra. Mas os operários viviam reclamando de serem enrabados a toda hora.

CARRASCO

Casa de ferreiro, espeto de pau – desculpava-se o carrasco perante sua mulher ao se recusar a esmagar aquela barata na cozinha.

DESPENHADEIRO

Ela pediu: larga do meu pé! E, ali pendurada, ficou vendo o corpo dele afastar-se, caindo no despenhadeiro.

ESQUINA

Ela se prostituía sempre na mesma esquina. Naquela noite só um dos seus sapatos estava lá.

FUNERAL

Seu funeral teve tantos discursos que o morto conseguiu ser ainda mais enfadonho do que fora em vida.

GALO

O galo de briga perdeu os dois olhos. Assim, não pôde ver seu dono sorrindo com o dinheiro ganho na luta.

GESTAPO

Otto tinha trabalhado na Gestapo. Agora, já bem velhinho, limitava-se a arrancar devagarinho as pernas das moscas que conseguia capturar.

INQUISIÇÃO

Frei Adroaldo trabalha na Santa Inquisição. Arranca unhas com toda a piedade e usa o ferro em brasa com muita devoção.

METICULOSO

O suicida era tão meticuloso que teve que refazer diversas vezes o nó da corda para se enforcar.

MOLEQUES

Os moleques jogavam bola no meio da rua. Num passe mais forte, um deles correu para evitar a saída da pelota. Mas não evitou o motorista desatento…

OLHOS

Maria Rita arrancou os olhos de sua boneca. No lugar colocou os que tirou do irmão.

QUIMIOTERAPIA

Com a quimioterapia, seu cabelo havia caído quase todo. Agora, com a luta vencida, deixou crescer cabelo e barba como um velho hippie.

REVÓLVER

Romeu achava que ter um revólver carregado em casa era garantia de defesa. Mas não pôde defender seus filhos quando pegaram a arma para brincar.

Microcontos políticos


AMNÉSIA

Ele foi para o governo e foi atacado por um tipo de amnésia que o fez esquecer de todos os amigos e compromissos antigos.

BONECA

A boneca caída no chão era a única habitante daquela aldeia destruída.

CENSURA

Na ditadura Solange trabalhava na censura. Até hoje ela fica molhadinha quando vê uma tarja preta.

CLANDESTINIDADE

Que saudades da clandestinidade! – pensava o velho militante ao ver seus companheiros no poder.

CORRUPÇÃO

Ele era inocente, mas só quando subornou o juiz é que foi absolvido no processo por corrupção.

DEMOCRACIA

Era uma democracia? O noticiário da TV mostrava tudo – mas só o que o dono da emissora queria.

ECONOMIA

O jornal estampava na manchete como a economia ia bem. Debaixo dele, o mendigo que abrigava dormia, agora despreocupado.

EDITORIAL

Era ele quem escrevia todos os dias o editorial. Não acreditava em nada mas, redator competente, dizia o que queria o dono do jornal.

GENERAL

O velho general, na cama, sonhava com todas as guerras que nunca travara mas para as quais toda a vida se preparara.

GUANTÁNAMO

Ele sonhou que era um soldado americano. Ao acordar, o pesadelo era muito pior. Ele era um prisioneiro em Guantánamo.

HUMORISTA

Que saudades da ditadura! – lamentava-se o humorista, cada vez mais suplantado pela realidade dos fatos.

LADRÃO

Era um ladrão muito respeitado. Só caiu na boca do povo quando virou deputado.

LAXANTE

O ministro da economia vivia com prisão de ventre mas recusava-se, por princípio, a tomar laxante.

MANICÔMIO

O diretor do manicômio proibiu os pacientes de verem os noticiários da televisão, pois eles já estavam começando a acreditar no que era transmitido.

PRESIDENTE

Quando o Presidente soltou um peido, os que estavam diante dele fingiram que nada ocorrera, mas os que estavam atrás não puderam fazer o mesmo.

REELEIÇÃO

Quando o velho deputado perdeu pela primeira vez uma reeleição, a família agradecida fez uma grande comemoração.

SOLDADO

O soldado era pago para matar. Foi dispensado quando começou a pensar.

TORTURADOR

O torturador não conseguia dormir com os gritos e gemidos de suas vítimas, dubladas pelos pernilongos invisíveis que habitavam sua noite.

TRADUTOR

O tradutor deixou todos felizes. Mas se soubesse traduzir ambos os idiomas, o mundo teria visto nascer mais uma guerra.

TRONO

Era quando ia ao banheiro que o rei, sentado em seu privado trono, gostava de cagar regras para os súditos.

Microcontos surreais


APOSTA

Perdeu o bigode numa aposta. Mais tarde foram-se o carro, a casa, a mulher e os filhos. Hoje é eunuco e parou de arriscar no jogo.

ASSASSINO

Era um assassino serial. Matou a aula e foi ao cinema. Traçou um lanche e matou a fome. Depois, sem mais nada para fazer, ficou matando o tempo.

AVIÃOZINHO

Abre a boca e olha o aviãozinho! Ele abriu e comeu tudo, mas alguns passageiros ainda ficaram presos em seus dentes.

CARDUME

Silas era o peixe mais vagaroso do seu cardume. Quando os outros já estavam fritos, ele ainda estava sendo pescado.

CHAPELEIRO

O chapeleiro maluco dava pulos de alegria quando chegava seu melhor cliente, um verdadeiro bicho de sete cabeças.

CONTRATO

Na hora de assinar o contrato com a casa de espetáculos, o adestrador de pulgas foi muito reticente, recusando-se a colocar os pingos nos is.

DOM QUIXOTE

Dom Quixote do asfalto ataca semáforos de vento para resgatar Dulcinéia do congestionamento.

DUPLA

Dr. Jekyll e Mr. Hyde formaram uma dupla caipira. Os espetáculos foram um fracasso, pois quando um subia ao palco ninguém achava o outro.

ESCRITOR

O escritor plantou um pé de feijão mágico, que cresceu muito. Quando ia subi-lo para o castelo nas nuvens, foi detido por violar direitos autorais.

FALSÁRIO

Que injustiça! – pensava o falsário, preso com vários documentos de identidade. Fernando Pessoa também tinha heterônimos e nunca fora em cana!

FÓSSIL

O velho dinossauro trabalhava como fóssil no museu. Achava muito enfadonho não poder se mexer, mas eram os ossos do ofício!

GATO

O gato foi ao cinema mas não entendeu um miau pois as legendas eram em auau.

GODZILLA

Godzilla invadiu o Vaticano, pisando em tudo e abocanhando clérigos em fuga. Seus urros eram ainda mais assustadores pois não tinha papas na língua.

GOTEIRAS

As goteiras aumentavam, em cadência com um Mozart ao fundo. O maldito violinista estava de novo em cima do telhado!

GRANA

Grana, l’argent, bufunfa, money, dinheiro… Na hora de discutir seu quinhão, todos se entendiam em Babel.

LÁGRIMAS

As duas lágrimas, gêmeas de olhos diferentes, juntaram-se finalmente no queixo, de onde saltaram para o abismo.

LANTERNINHA

O lanterninha atrapalhado jogava silhuetas na tela, introduzindo novos personagens no filme.

LOUCOS

O número de loucos é infinito. A demência é universal. Eu mesmo não sou muito normal.

MONTANHA

Ele morava no alto da montanha. Depois de tantos anos, já não sabia a diferença entre formigas e humanos.

MORSE

O vendaval fazia um galho da árvore tamborilar na janela do velho telegrafista, trazendo-lhe estranhas mensagens em código Morse.

MULHER-GORILA

A mulher-gorila fugiu com os irmãos siameses. Denunciados pelo dono do circo, eles foram presos por bestialismo e ela por bigamia.

NÁUFRAGO

O náufrago na ilha deserta agora só tinha os olhos no céu, onde as nuvens desenhavam tudo o que ele precisava.

PIZZA

No restaurante, brigaram feio na hora de escolher entre calabresa e mozarela. A noite não acabou em pizza.

RADICAIS

O ministro era muito gordo e o coronel magro demais. Mas nunca fizeram média pois eram muito radicais.

REI

Quando o rei da cocada preta descobriu que ficara diabético, virou republicano. Light.

SAPOS

A princesa beijava todos os sapos, esperando desencantar um príncipe. Mas seu pai, o rei, notório engolidor de sapos, não deixava escapar um!

SEMÍCAROS

Os semícaros eram um povo unialado, cada qual com uma única asa. Para voar, tinham que escolher alguém e se abraçar.

SÓSIA

Era um sósia tão perfeito de si mesmo que nem sua mulher percebia quando cometia adultério com ele.

TAMANDUÁ

Bita era uma formiga ninfomaníaca. Um dia conheceu Bartolomeu, um tamanduá, que a comeu todinha.

TEMPO

O casal de viajantes do tempo brigou feio. Separaram-se. Ela foi para antes de ele nascer; ele para depois de ela morrer.

VAMPIRO

O maior trauma do vampiro narcisista era não poder se admirar ao espelho.

Microcontos cotidianos


AQUÁRIO

O gato dormia no tapete da sala, aproveitando a calma da casa antes de darem pela falta do peixinho no aquário.

ÁRVORES

As árvores passavam céleres pela janela do trem mas seu olhar nada via, parado onde embarcara.

ASSALTO

Foi assaltado na esquina. Ao esvaziar os bolsos, aquela fotografia caiu ao chão. O ladrão ao vê-la caiu em prantos.

BIBLIOTECA

Naquela biblioteca, um único livro jamais havia sido retirado. No dia que aquela criança o pegou, o bibliotecário dormiu seu último sono sorrindo.

CARPIDEIRA

Quando a carpideira ficou viúva não verteu nenhuma lágrima no velório. Afinal, família é família, negócios à parte.

ESPERANÇA

Dona Izilda tinha muita esperança e orgulho em seus alunos. Quando foi assaltada por dois deles, levaram-lhe muito mais que dinheiro.

FUMAÇA

Ela estava calada e seu olhar absorto nada dizia, mas na fumaça do cigarro desenhavam-se os seus pensamentos.

FUNERAIS

Ele adorava funerais. Misturava-se aos presentes e abraçava-os chorando, como nunca pudera fazer com sua família.

INFÂNCIA

Dona Rosa andou de avião pela primeira vez na vida. Ao ver tantas nuvens lá embaixo, desenhando bichos e castelos, ficou com saudades de sua infância.

INIMIGOS

Os dois inimigos reencontraram-se após longos anos. Já bem velhos, não conseguiam mais recordar por que se odiavam.

JANTAR

O jantar estava pronto e ela serviu-o ainda quente. Seu marido morrera há muitos anos, mas ela ainda colocava seu prato na mesa.

MARINHEIRO

O velho marinheiro já estava meio surdo, mas ao encostar a concha no ouvido escutou novamente todos os sons daquele naufrágio.

PARIS

Foi a Paris e subiu na Torre Eiffel para realizar uma velha fantasia, jogar dali um aviãozinho de papel.

PHOTOSHOP

Era tão vaidosa que, para tirar fotografias, gastava uma hora e meia ao espelho e outro tanto no Photoshop.

PILOTO

Os vizinhos reclamavam, os cachorros corriam atrás, mas o velho piloto aposentado do oitavo andar continuava a soltar seus aviões de papel.

PRAIA

Pela última vez, escreveu seu nome na orla da praia e ficou vendo as ondas o apagarem para sempre.

RELÓGIO

Seu relógio marcava sempre a mesma hora e ele nunca o acertava. O instante da morte dela era o momento eterno onde ele também deixara de viver.

SHOW

O show acabou e desligaram as luzes do palco. Mas ele continuava lá, esperando os aplausos que não vieram.

STRIPTEASE

Ela faz striptease e ele é michê. Viraram crentes e agora tentam converter seus clientes.

TIJOLO

A cada tijolo que ele colocava, os muros ficavam mais altos. Mal sabia ele que ali seria o presídio para onde mandariam seu filho.

TPM

O gato escondeu-se, o marido conseguiu escapar e os filhos não sofreram muito. Desta vez, sua TPM nem tinha sido das piores.

TROTE

Puxada pelo cachorro, a franzina senhora trotava pelas calçadas do bairro, usando suas poucas forças apenas para se desviar dos transeuntes.

VARAL

As roupas penduradas no varal ganharam vida durante o vendaval. Pularam para o vizinho. Depois, extenuadas da aventura, descansaram caídas no quintal.

VIZINHOS

As formigas, em longa fila indiana, indo de um quintal ao outro, eram a única coisa que unia aqueles dois vizinhos.

 


Uma resposta to “Microcontos”

  1. Esther Chagas Says:

    Amei cada um deles em separado, assim tive vários orgasmos.

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