Prêmio ARede – Estímulo ao aperfeiçoamento

NOVEMBRO 2012

Artigo escrito para a edição nº 86 da Revista ARede.

A importância de um prêmio como este da revista ARede é inegável pois, mais do que promover talentos individuais, ele abre oportunidades de desenvolvimento de projetos que promovem a cidadania, geram renda, criam cultura de apropriação das novas tecnologias de informação e comunicação como ferramentas de ação e inclusão social.

Usando internet, rádio, vídeo ou multimídia, com boa dosagem de imaginação e criatividade, além de resultados palpáveis, o prêmio busca identificar e estimular os melhores projetos desenvolvidos no Brasil, por iniciativa de empresas (diretamente ou por meio de fundações e institutos por elas mantidos), pelo setor público (nos âmbitos federal, estadual ou municipal) e por organizações da sociedade civil.

Cabe-nos esperar que o prêmio não seja encarado, pelos premiados e pela sociedade como um todo, como o ápice de um processo – mas sim como um estímulo, um incentivo, a aperfeiçoamentos e ganhos de escala.

A maioria destas iniciativas, todas meritórias (inclusive as não premiadas, também importantes, inclusive porque a mera indicação para este prêmio já é um reconhecimento), padece em geral do pouco alcance, da pequena escala.

O ideal é que este prêmio possibilite um revigoramento desses projetos, que lhes permita também trabalhar com modelos mais abertos (compartilhando os motivos que os levaram ao sucesso e não escamoteando o que deu errado), para que essa experiência possa se multiplicar, possa ser reaplicada. Para isso, é fundamental que não se caia no erro mais frequente dos “cases de sucesso”, que é fazer mais marketing (social, tudo bem) do que promover relatos e trocas de experiências

Outro erro frequente de muitos projetos sociais é a ausência de metodologias de acompanhamento de resultados e a falta de indicadores que os avaliem e que considerem quais melhorias e adaptações precisam ser feitas. Deve-se evitar o quase caricato comportamento paternalista de que, para populações carentes, qualquer esforço positivo é válido. Há que perseguir sempre a melhoria da qualidade e isso exige metodologias sistemáticas e científicas, com espírito crítico.

Para que um projeto tenha um alcance social maior e possa, inclusive, ser multiplicado (a única forma de ganhar escala é disseminar a experiência, coisa que, aliás, é um dos efeitos deste prêmio), podemos pensar nos seguintes componentes: a) participação da comunidade, b) organização social, c) baixo custo, d) sistematização, e) reaplicabilidade, f) acompanhamento e g) avaliação.

O prêmio ARede está muito bem estruturado, separando as modalidades em Setor Público, Setor Privado e Terceiro Setor, além da premiação especial de Educação (formal ou não formal) e a Personalidade do Ano, com as categorias Capacitação, Desenvolvimento Tecnológico, Sustentabilidade, Serviços, Acessibilidade e Conteúdo. Com esta organização, atinge uma abrangência de grande riqueza de aspectos, que lhe tem garantido um papel único na Inclusão Digital brasileira. 

Carlos Seabra é Coordenador Técnico Pedagógico na Gerência de Inovação e Novas Mídias da Editora FTD.

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